Por: Jô Martines
Quanto eu tenho que me anular, ceder, me esconder, me desapegar, para encolher a ponto de caber no espaço que você oferta para mim em sua própria vida?
Se meus valores, meus sonhos, minha ideologia não te agradam, porque insistir na minha presença?
Se é para apenas me tolerar, sem se deixar abraçar, sem sequer olhar meus olhos, janelas da minha alma, porque me chama pra junto de si?
Melhor seria me ignorar, me insular na “Sibéria” emocional de vez...
Se me julgas em tal conta como um caso perdido, perdida está para mim a vontade de te agradar só para ficar mais perto de ti.
Se me julgas hipócrita e vazia, porque falas de mim pelas costas? Fala face a face... Enobrece seu espírito e usa da sua sinceridade para comigo também.
A única coisa que todo ser humano tem de verdade em comum é o fato de que somos todos diferentes.
Nossa bagagem se fez de um mosaico de fatos, sentimentos, momentos, escolhas, sonhos.
Nossos caminhos foram e sempre serão trilhados desiguais.
E mesmo assim tu queres que eu seja igual a ti?
Logo eu, que luto com unhas e dentes pela minha verdade, tenho que abrir mão do que sou pra receber migalhas de carinho e atenção, eu que sei que nada sou?
Aceito a tua desaprovação. Não precisas pensar nem sentir como eu.
Mas jamais aceitarei que uses contra mim meus pensamentos, meus sentimentos, meus ideais.
Se tu não queres que eu participe da sua vida, ainda que seja da minha maneira torta de participar, então te apartes de mim.
Jesus mesmo já havia esclarecido sobre essa questão quando perguntou:"Quem é minha mãe e quem são meus irmãos".
Voce não é, nem nunca foi obrigada a me aceitar, ainda que a encarnação nos tenha colocado no mesmo ninho, mas em caminhos paralelos, e não idênticos.
Exercita teu livre-arbítrio e me repudia de vez.
Não me venhas com adulações, com condescendências desnecessárias.
Ah, e não se preocupe. Viverei sem ti, sim. Viverei um pouco mais pobre, sim.
Mas viverei sem me ferir nas tuas meias-verdades, na tua diplomacia fajuta, no teu meio amor.
Continue se cercando de pessoas aduladoras.
Mas nunca mais tente fazer com que eu me torne aduladora.
Da minha boca continuarão a sair algumas palavras amargas, sim. Outras nem tanto.
Mas não me curvarei ao teu desejo de que eu forje a mim mesma no mesmo material do qual você se fez.
E se você um dia sentir sinceramente a minha falta, a falta de quem eu realmente sou e não de quem você gostaria que eu fosse, pense da seguinte maneira:“Não consegui domesticar esse animal, ainda que fraternalmente tenha lhe ofertado minha mão salvadora. Ela preferiu a solidão à receber minhas migalhas de amor...”
Aqui a pimenta virou adjetivo. É a alma do blog e não um mero substantivo. E é dose dupla de pimenta: Elisa Marante e Jô Martines. Mais que amigas, irmãs. Viemos para apimentar as conversas, apimentar as idéias, os pensamentos. Vamos falar de amor, sexo, liberdade, prisão, felicidade, homens, mulheres, sucesso, profissão, sonhos, traição, beleza, cumplicidade, ciúmes, fracasso, e de tudo o que nos der vontade. Ah, e claro, até mesmo de coisas doces e suaves.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
terça-feira, 17 de junho de 2014
O Bom Combate
Por: Elisa Marante
Foi num livro de Paulo Coelho, que li algo sobre “O bom Combate”
pela primeira vez.
Pra ser sincera não me lembro exatamente o que significava
ter um bom combate neste livro, mas me lembro com algo parecido com uma luta
contra nós mesmos, procurando ser uma pessoa melhor, vencendo os medos, traumas
e mais algumas coisas.
Com o tempo, lendo outros livros, acabei percebendo que este
“título” já existia e já era usado por algumas doutrinas ideológicas e
religiosas, porém, sempre com o mesmo significado: lutas internas, procurando
sempre ser melhor, não só com as pessoas do nosso convívio, mas principalmente
com nós mesmos.
Trata-se de uma batalha que temos contra tudo que há de ruim
dentro de nós, desde sentimentos negativos até neuroses que nos deixam sempre
congelados, incapazes de progredir em todos os sentidos.
A verdade é que este combate existe para todos, mas ninguém
percebe, seja espiritualista, materialista, ateu ou qualquer outra coisa. E
quando percebemos que esta luta existe, temos a sensação que ela nunca vai
acabar. Quando achamos que superamos algo que nos incomoda intensamente, de
repente acontece algo novo que nos faz perceber que a luta deve continuar, pois
o que achamos que já era uma página virada, na verdade é uma luta que acabou de
se iniciar.
Sempre acreditei que com o tempo e as experiências vividas
nós deveríamos nos tornar mais seguros, adquirir mais sabedoria, mas nem sempre
é assim. Tenho a nítida sensação que quanto mais eu vivo, mais tenho que viver
para aprender a ser uma pessoa melhor.
Uma pessoa melhor em tudo: purificar meus sentimentos, me despir de tudo
que é negativo e de preconceitos.
Se achamos que aprendemos tudo com o tempo vivido, estamos
redondamente enganados, pois tem sempre algo a mais pra aprender e, se achamos
que já podemos ensinar aos outros o que aprendemos, estamos mais enganados
ainda, por que as experiências nunca são as mesmas. Podem ser parecidas, mas
nunca as mesmas e muito menos são eternas.
É muito mais fácil largar a luta no meio e tentar recomeçar,
mas do que isso adiantaria? Viraria uma ciranda.... sempre iríamos largar o
combate no mesmo degrau da dificuldade a ser enfrentada. É preciso ter
equilíbrio espiritual e emocional. E é aí que entra o bom combate. É a luta pra enfrentar continuamente seus
medos e elevar os sentimentos.
Ainda não entendeu o que é este bom combate? Pois bem...
Como podemos amar nossos inimigos? Aliás, quem são nossos
inimigos? Por que são nossos inimigos? O que fizeram para ser nossos inimigos?
Ou melhor, o que fizemos para se tornarem nossos inimigos? Como conseguimos não
sentir inveja, raiva, orgulho entre outros sentimentos inferiores?
Isso é o bom combate. A luta contra nós mesmos. Contra
nossos sentimentos inferiores que nos fazem sofrer e que nos impedem de ser
felizes. Parece fácil né?.... Bem vindo à vida....
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
SAUDADE
Por: Elisa Marante
“Saudade é o revés de um parto, ou arrumar o quarto do filho que já morreu.” (Chico Buarque)
Será que podemos ter saudade sem sentir dor?
Quando dizemos “estou com saudade”, já significa sentir um aperto no peito, uma aflição no coração que não conseguimos definir como ela é, mas que dilacera e é difícil suportar.
Pode ser uma dor forte, quando sabemos que é algo que nunca voltará a acontecer, ou alguém inesquecível que, por alguma razão, sabemos que nunca mais voltaremos a ver.
É uma lembrança embaçada, um perfume que sentimos, uma música que ouvimos e que nos faz lembrar de um momento ou de alguém muito marcante nas nossas vidas.
São ganchos do passado que carregamos entrelaçados em nossos corpos e, que algumas vezes nos impedem de ser felizes, mas que por outro lado nos levam a ter esperanças de um dia sermos ou termos dias melhores.
Saudade de alguém que sabemos que vamos rever é prazeroso. Saudade de alguém que sabemos que não veremos mais é doloroso.
Viver tem suas dores e prazeres. A saudade pode trazer a dor. Mas se vivermos em função dela, deixamos de sentir o presente e acabamos vivendo como um navio que não deixa o cais para realizar sua viagem.
Toda saudade amarga tem sua doçura, mas, se ela passar a te trazer somente dor, levante a âncora do seu navio e abandone o cais. Siga seu caminho, vigiando os pensamentos e resgatando tudo que há de melhor deste passado.
Esqueçamos a dor. Vamos viver o presente intensamente e fazer dele uma nova saudade... uma doce saudade no futuro....
“Saudade é o revés de um parto, ou arrumar o quarto do filho que já morreu.” (Chico Buarque)
Será que podemos ter saudade sem sentir dor?
Quando dizemos “estou com saudade”, já significa sentir um aperto no peito, uma aflição no coração que não conseguimos definir como ela é, mas que dilacera e é difícil suportar.
Pode ser uma dor forte, quando sabemos que é algo que nunca voltará a acontecer, ou alguém inesquecível que, por alguma razão, sabemos que nunca mais voltaremos a ver.
É uma lembrança embaçada, um perfume que sentimos, uma música que ouvimos e que nos faz lembrar de um momento ou de alguém muito marcante nas nossas vidas.
São ganchos do passado que carregamos entrelaçados em nossos corpos e, que algumas vezes nos impedem de ser felizes, mas que por outro lado nos levam a ter esperanças de um dia sermos ou termos dias melhores.
Saudade de alguém que sabemos que vamos rever é prazeroso. Saudade de alguém que sabemos que não veremos mais é doloroso.
Viver tem suas dores e prazeres. A saudade pode trazer a dor. Mas se vivermos em função dela, deixamos de sentir o presente e acabamos vivendo como um navio que não deixa o cais para realizar sua viagem.
Toda saudade amarga tem sua doçura, mas, se ela passar a te trazer somente dor, levante a âncora do seu navio e abandone o cais. Siga seu caminho, vigiando os pensamentos e resgatando tudo que há de melhor deste passado.
Esqueçamos a dor. Vamos viver o presente intensamente e fazer dele uma nova saudade... uma doce saudade no futuro....
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
BARCO PARADO NO CAIS
Por: Jô Martines
Dizem que barco que fica tempo demais parado no cais acaba apodrecendo.
Vida de barco é navegar, é deslizar daqui para ali.
É enfrentar as marés, as correntes, as tempestades, e até mesmo as calmarias.
Barco parado no cais morre a cada amanhecer sem alçar âncoras.
Morre a cada entardecer sem cumprir seu destino de navegar. E voltar ao cais.
Barco parado é tristeza de pescador. É impotência de marinheiro. É inutilidade de leme. É peso morto de âncora.
Às vezes eu me sinto como um barco parado.
Passam-se os dias, passam-se as marés e permaneço na inércia do meu próprio ser.
Não avanço rumo ao horizonte. Não traço minhas rotas. Não deslizo nas correntes.
Não navego no mar de possibilidades, de devires.
Dia após dia, o casco encharca, incha, apodrece.
Dia após dia a aurora chega e se vai. E eu fico.
Ter um porto seguro é sim imprescindível.
Mas como já cantarolou lusamente Caetano, “navegar é preciso, viver não é preciso”.
Porque navegar é viver. Navegar é cumprir destino. É agir pela própria natureza.
Barco parado no cais sobrevive. O balouçar mostra que ainda há vida, mas só vegetativa.
Abrir espaço no oceano, ter nuvens, sol, chuva, vento, pássaros marinhos acima, isso sim é viver.
E o horizonte. Ah, o horizonte! Mostrando que o oceano não tem fim. Que a gente tem de prosseguir.
Que a gente tem de viver a experiência de desembarcar em novos portos, novas águas.
Barco parado é tristeza. É impotência. É inutilidade. É peso morto.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
PRA QUE SERVEM FALSOS PUDORES?
Por: Jô Martines
Ela queria ser beijada. Queria ser desejada. Ansiava pelo gesto, pelo olhar, pela voz rouca sussurrando promessas.
Ao mesmo tempo, ela sentia que não poderia ser daquela forma. Aquela certeza pesava em sua mente.
Mas então porque aquela vontade avassaladora de pertencer a outro homem? De quebrar regras, mandar às favas as convenções, de se entregar?
Porque ficar presa a um compromisso frouxo, morno, desbotado?
Sem perceber, de porque em porque ela foi criando, foi construindo um imenso labirinto.
Até que um dia qualquer, acabou se perdendo dentro da própria criação.
Sem poder contar com o “fio de Ariadne” para voltar, permaneceu muito tempo nesse labirinto, fazendo suas conjecturas, pisando e repisando cada detalhe de tudo o que viveu antes de lá chegar.
E foi então que descobriu que até mesmo um falso pudor tem lá sua serventia.
É que ela percebeu que entre um falso pudor e um autêntico tem muito de nós mesmos.
Tem um pouco da nossa personalidade, tem uma boa porção de expectativas e tem também a matéria básica de que somos feitos: nossas memórias ancestrais.
Claro que tem um bom quinhão de convenções sociais, preconceitos, e tudo o mais, que vem junto no mesmo pacote.
Mas até nisso o tempo gasto dentro do labirinto lhe rendeu bons insights, porque ela finalmente conseguiu perceber que até mesmo nos falsos pudores tem um ingrediente essencial, que funciona como um sistema que impede que a dor do arrependimento se instale em nossos corações.
Pudores são os freios sociais. Só não se pode dizer que são “itens de série”, como acontece nos automóveis.
Entretanto, se pode com certeza afirmar que são “acessórios” muito bem-vindos, e que são rápida e facilmente instalados. Tão bem instalados que acabam por fazer parte da gente.
Sem eles alguns de nós poderiam até sentirem-se nús.
E foi justamente essa sensação de nudez que a acometeu.
Onde buscar desculpas esfarrapadas para poder cobrir-se?
Onde se esconder daqueles olhares de acusação, de reprovação?
Continuar perdida no labirinto de si mesma ou se expor, em toda a sua nudez?
Foi então que ela decidiu: iria aprender a conviver com todos eles.
Com os falsos pudores. Com os verdadeiros. Com os medos, os preconceitos e principalmente com os seus próprios desejos.
Mesmo que os demais os considerassem impróprios...
Ela queria ser beijada. Queria ser desejada. Ansiava pelo gesto, pelo olhar, pela voz rouca sussurrando promessas.
Ao mesmo tempo, ela sentia que não poderia ser daquela forma. Aquela certeza pesava em sua mente.
Mas então porque aquela vontade avassaladora de pertencer a outro homem? De quebrar regras, mandar às favas as convenções, de se entregar?
Porque ficar presa a um compromisso frouxo, morno, desbotado?
Sem perceber, de porque em porque ela foi criando, foi construindo um imenso labirinto.
Até que um dia qualquer, acabou se perdendo dentro da própria criação.
Sem poder contar com o “fio de Ariadne” para voltar, permaneceu muito tempo nesse labirinto, fazendo suas conjecturas, pisando e repisando cada detalhe de tudo o que viveu antes de lá chegar.
E foi então que descobriu que até mesmo um falso pudor tem lá sua serventia.
É que ela percebeu que entre um falso pudor e um autêntico tem muito de nós mesmos.
Tem um pouco da nossa personalidade, tem uma boa porção de expectativas e tem também a matéria básica de que somos feitos: nossas memórias ancestrais.
Claro que tem um bom quinhão de convenções sociais, preconceitos, e tudo o mais, que vem junto no mesmo pacote.
Mas até nisso o tempo gasto dentro do labirinto lhe rendeu bons insights, porque ela finalmente conseguiu perceber que até mesmo nos falsos pudores tem um ingrediente essencial, que funciona como um sistema que impede que a dor do arrependimento se instale em nossos corações.
Pudores são os freios sociais. Só não se pode dizer que são “itens de série”, como acontece nos automóveis.
Entretanto, se pode com certeza afirmar que são “acessórios” muito bem-vindos, e que são rápida e facilmente instalados. Tão bem instalados que acabam por fazer parte da gente.
Sem eles alguns de nós poderiam até sentirem-se nús.
E foi justamente essa sensação de nudez que a acometeu.
Onde buscar desculpas esfarrapadas para poder cobrir-se?
Onde se esconder daqueles olhares de acusação, de reprovação?
Continuar perdida no labirinto de si mesma ou se expor, em toda a sua nudez?
Foi então que ela decidiu: iria aprender a conviver com todos eles.
Com os falsos pudores. Com os verdadeiros. Com os medos, os preconceitos e principalmente com os seus próprios desejos.
Mesmo que os demais os considerassem impróprios...
sexta-feira, 13 de julho de 2012
O FAROL
Por: Elisa Marante
Hoje eu me sinto um farol. Moro numa praia distante. Fico atento a tudo que acontece ao meu redor e, ao mesmo tempo, visível e brilhante. Meu sobrenome é Solidão. Tenho tudo, pertenço ao mundo e, ao mesmo tempo não tenho nada e não sou de ninguém.
Meu grande companheiro é o mar. Eu não saio do lugar, mas quando as ondas vêm e vão ou a maré sobe e desce, tenho a sensação de estar caminhando sobre as águas, explorando lugares, fazendo coisas que ninguém fez.
De repente, me dou conta que foi só uma ilusão. Continuo no mesmo lugar, na vida que escolhi. Sempre livre e observando o que eu mais amo: o mar, que transparece a liberdade.
Os golfinhos são meus amantes - doces companhias. Eles me amam e sempre que peço, eles me visitam. Tenho também as baleias - gigantes e poderosas. Ainda tenho os outros peixes. Alguns são exóticos e outros de beleza estonteante. Na areia, brinco com as tartarugas, lentas e, embora de poucas palavras, demonstram extrema sabedoria.
E os pássaros? As gaivotas são as minhas preferidas. Ás vezes tenho inveja delas por terem o poder de voar... Alguns desses animais me pedem pra ir embora com eles. Num súbito momento, quero me arrancar da terra, soltar meu alicerce e seguir... mas não vou. Algo invisível me prende. Orgulho de ser só. Orgulho de ser um farol. Ou medo de enfrentar o escuro, o estranho. Enfrentar aquilo que não conheço.
Apesar de sentir falta de ver o dia raiar com alguém ao meu lado, de alguém me ajudando a trocar as lâmpadas que estão queimadas ou me fazendo cócegas quando sobe minhas escadas, ainda assim, eu prefiro estar sozinho, livre e sem compromissos. Meu compromisso é comigo mesmo e com o mar.
Ser sozinho é um exercício. Um exercício de amor. Aprendo a me amar um pouco mais a cada dia. Aprendo a fazer tudo que quero e a fazer sozinho. Se não tenho ninguém, eu mesmo troco minhas lâmpadas queimadas. Espero as chuvas e eu mesmo lavo minhas janelas. Mas as cócegas... isso eu não consigo fazer nas minhas próprias escadas. Isso eu não consigo aprender. Bem, mas nem tudo é perfeito. A vida é feita de escolhas...
Sou sozinho, solteiro, paciente e observador. Sigo o meu caminho, ou melhor, o meu tempo, com muita paciência e observando tudo ao meu redor. Isso me ensina cada vez mais a lidar com a vida que escolhi.
Todos me vêem, mas ninguém consegue me tocar por inteiro. Um dia namoro um peixe, no outro faço amor com uma estrela. Mas não sou de ninguém, e ninguém me pertence.
O meu único medo, é um dia perceber que estar sozinho é a minha única opção.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Idade certa: Será que meu prazo de validade está vencido?
Por: Jô Martines
Tempo chuvoso, cinza, melancólico. Então “bora lá” animar, esquentar apimentando esta noite úmida (ensopada, melhor dizendo) de fim de outono.
Vou começar cutucando uma certa amiga, companheira de blog, que tem me deixado na linha de frente praticamente sozinha.
Minha irmãzinha Elisa Marante sugeriu há uns dias atrás que a gente botasse muuuuuuita pimenta na nossa humilde panelinha de provocações.
Mas preferiu deixar a panela e as pimentas aos meus cuidados.
Só me resta carregar a mão dessas delícias e botar pra ferver, certo?
Vou falar novamente de idade, de tempo...
O tema da vez é a atração de rapazes mais novos por mulheres mais velhas.
Oh, Deuses do Olimpo!!! Que mulher, em são estado de espírito não gostaria de ter um garotão aos seus pés? Massageando o ego, e o corpo também?
As puritanas de plantão que me desculpem, mas uma atenção especial de um homem com idade pra ser seu filho levanta o moral de qualquer mulher, bem-amada ou não.
Isso não significa que a mulher deva corresponder, mesmo porque nem sempre este interesse é legítimo.
Alguns rapazes gostam tanto desse joguinho de sedução, que acabam por insistir em provocar um clima de romance, de intimidade, sem sequer se preocupar em criar algo realmente palpável entre eles e elas.
Não sou radical nesse aspecto. Até consigo acreditar que existam alguns romances verdadeiros entre homens mais novos e mulheres mais maduras.
Mas creio que são raros. Impera a arte da conquista, de ambas as partes.
O homem demonstra interesse e faz questão de deixar registrado. E vai enfatizando isso. Vai abrindo espaço pra chegar aonde quer.
E cá pra nós, a gente sabe onde ele quer chegar, não é?
Alguns preferem assumir a imagem de maduro e responsável. Outros usam a provável “desvantagem” a seu favor, fazendo manha, jogando charme de garoto carente, que precisa de alguém com mais experiência.
Mas e a reação das mulheres, como é que fica?
Tenho para mim que a grande maioria num primeiro momento se faz de desentendida, mas certamente fica lisonjeada.
Algumas até “embarcam” pra ver onde vai dar, mas sem tornar isso público, com receio de pagar mico.
Somente as mais descoladas assumem o risco de passar pela experiência sem falsos pudores e sem neuras.
Porque por mais modernosa que tenha se tornado essa nossa sociedade, algumas “regras” absurdas ainda não foram totalmente descartadas.
E a felicidade, o prazer, a satisfação individual ainda continuam a esbarrar no coletivo.
E o coletivo ultimamente tem ditado a regra de que nós, seres humanos, temos tempo certo, idade aceitável, prazo de validade. Pra namorar, casar, ter filhos...
E o medo da rejeição, da execração pública acaba tolhendo as escolhas de muita gente que se diz livre...
Mas que a sensação de ser desejada por um garoto é muita boa, ah, lá isso é.
Revigorante. Rejuvenescedora.
Se desse pra embalar num frasco bem bonito e comercializar, iria desbancar muito cosmético anti-aging por ai...
De mais a mais, quem foi que inventou essa estória de que existe idade certa para amar, para flertar, para conquistar e ser conquistada? Eu é que não...
Tempo chuvoso, cinza, melancólico. Então “bora lá” animar, esquentar apimentando esta noite úmida (ensopada, melhor dizendo) de fim de outono.
Vou começar cutucando uma certa amiga, companheira de blog, que tem me deixado na linha de frente praticamente sozinha.
Minha irmãzinha Elisa Marante sugeriu há uns dias atrás que a gente botasse muuuuuuita pimenta na nossa humilde panelinha de provocações.
Mas preferiu deixar a panela e as pimentas aos meus cuidados.
Só me resta carregar a mão dessas delícias e botar pra ferver, certo?
Vou falar novamente de idade, de tempo...
O tema da vez é a atração de rapazes mais novos por mulheres mais velhas.
Oh, Deuses do Olimpo!!! Que mulher, em são estado de espírito não gostaria de ter um garotão aos seus pés? Massageando o ego, e o corpo também?
As puritanas de plantão que me desculpem, mas uma atenção especial de um homem com idade pra ser seu filho levanta o moral de qualquer mulher, bem-amada ou não.
Isso não significa que a mulher deva corresponder, mesmo porque nem sempre este interesse é legítimo.
Alguns rapazes gostam tanto desse joguinho de sedução, que acabam por insistir em provocar um clima de romance, de intimidade, sem sequer se preocupar em criar algo realmente palpável entre eles e elas.
Não sou radical nesse aspecto. Até consigo acreditar que existam alguns romances verdadeiros entre homens mais novos e mulheres mais maduras.
Mas creio que são raros. Impera a arte da conquista, de ambas as partes.
O homem demonstra interesse e faz questão de deixar registrado. E vai enfatizando isso. Vai abrindo espaço pra chegar aonde quer.
E cá pra nós, a gente sabe onde ele quer chegar, não é?
Alguns preferem assumir a imagem de maduro e responsável. Outros usam a provável “desvantagem” a seu favor, fazendo manha, jogando charme de garoto carente, que precisa de alguém com mais experiência.
Mas e a reação das mulheres, como é que fica?
Tenho para mim que a grande maioria num primeiro momento se faz de desentendida, mas certamente fica lisonjeada.
Algumas até “embarcam” pra ver onde vai dar, mas sem tornar isso público, com receio de pagar mico.
Somente as mais descoladas assumem o risco de passar pela experiência sem falsos pudores e sem neuras.
Porque por mais modernosa que tenha se tornado essa nossa sociedade, algumas “regras” absurdas ainda não foram totalmente descartadas.
E a felicidade, o prazer, a satisfação individual ainda continuam a esbarrar no coletivo.
E o coletivo ultimamente tem ditado a regra de que nós, seres humanos, temos tempo certo, idade aceitável, prazo de validade. Pra namorar, casar, ter filhos...
E o medo da rejeição, da execração pública acaba tolhendo as escolhas de muita gente que se diz livre...
Mas que a sensação de ser desejada por um garoto é muita boa, ah, lá isso é.
Revigorante. Rejuvenescedora.
Se desse pra embalar num frasco bem bonito e comercializar, iria desbancar muito cosmético anti-aging por ai...
De mais a mais, quem foi que inventou essa estória de que existe idade certa para amar, para flertar, para conquistar e ser conquistada? Eu é que não...
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